Funkeiras, até quando?

Funkeiras, até quando?

Que o ritmo conhecido como “funk” ultrapassa todos os limites da imoralidade não é novidade, temos apologias a diversos crimes passando impunes sob algo parecido com “licença desartística”. Mas, como todas as pérolas que permeiam a cultura brasileira, a conivência de uma grande massa sobre essa monstruosidade que ousam chamar de música nos atenta a uma guerra cultural ímpar em nossa história. E como ficam as mulheres nisso?

Anitta e Jojo Toddynho

Parece senso comum, talvez herdado por um tímido conservadorismo tropical, que as mulheres possuam mais decência que os homens. De fato, nas estatísticas, participamos em imoralidades com muito menos intensidade, porém isso não nos isenta das resposabilidades de nossos atos. Ato contínuo, a simples participação de eventos que denigrem a imagem das mulheres ou admiração a personalidades femininas inconvenientes (adjetivando assim para manter a postura) nada mais é do que a perpetuação do machismo que as feministas tanto militam contra, sendo essa profunda incoerência a razão de tantas moças não se identificarem com o movimento ou temas políticos – e estão certíssimas!

Ivanka Trump, filha do 45º Presidente americano pelo Partido Republicano. Ex-feminista de acordo com a Vogue.

Num país divido por ideologias, toda mulher que se preza não se vincula a quaisquer agressividades e o feminismo, antes de qualquer alegação a favor ou contra, busca a total desconstrução do mundo Ocidental. Eu estive no seio desse radicalismo, vi que nunca existiu o “lado bom” do movimento, que ele se sustenta na mentira descarada e não move um dedo para prestar assistência às mulheres como o cristianismo faz Brasil afora. Então temos um lado que diz ser bom, separando os sexos em classes sociais através de um ódio implícito aos homens, e o outro cuja reputação está “queimada” por consequência de tantos ataques da esquerda.

Entrega de prêmio: vestido da Priscilla Novaes para uma representante da Casa Pró-vida no Encontro das Mulheres (RJ). Contribua no site: https://www.casadagestanteprovida.com/como-ajudar

Estamos numa sociedade onde a livre discussão sobre o aborto é mais aturável que manter a castidade, onde temos um número alarmante de grávidas na menor idade porque jovens são instigados a perder a virgindade precocemente – não existe mais infância no Brasil vide a Pabllo Vitar e Anitta cantando para crianças. E como se não bastasse essa decadência toda, surge o funk pregando uma falsa independência feminina, um empoderamento sem o menor merecimento e, principalmente, o pior crime que uma mulher pode fazer que é o aborto. Chega!

A Veja recentemente publicou uma matéria me comparando à MC Carol, o que é admissível somente pelo lado da competição política que provavelmente se postará em 2018 (eu praticamente sozinha contra tantas esquerdistas horrorosas na política). De resto, não gostaria de estar no mesmo patamar de alguém do PSOL que compõe, lucrando MUITO com a triste realidade das favelas cariocas:

“Larguei minha família, a escola, você sabe
Parei com a maconha, tô tô usando crack
Tô usando crack”

ou

“Meu namorado é mó otário
Ele lava minhas calcinha

Se ele fica cheio de marra
Eu mando ele pra cozinha

Se tu não tá gostando
Então dorme no portão
Porque eu vou pro baile
Vou pra minha curtição”

O Brasil carece de mulheres que se dão o respeito, de lideranças femininas (não só na política). Espero, do fundo do meu coração, representar bem o Rio de Janeiro caso seja eleita e ser um exemplo de superação do câncer que é o feminismo. Enquanto isso, até quando teremos funkeiras denegrindo a imagem das mulheres? E não se deixem enganar pelas aparências, outras personalidades como a Oprah, Beyonce, Lady Gaga ou até a filha do Michel Temer que resolveu defender a legalização do aborto são tão ruins quanto.  #BeijinhoNoOmbro, é assim que se diz?