FAKE NEWS: O que está acontecendo com a mídia brasileira?

FAKE NEWS: O que está acontecendo com a mídia brasileira?

Em 2016, durante a campanha presidencial americana de Donald Trump, ele inventou o termo “fake news”. O conceito é simples: são profissionais de jornalismo empenhados em militar em vez de noticiar, pois ele estava sendo severamente atacado e terminou eleito pelo mesmíssimo motivo. Dois anos depois, a CNN, a maior inimiga do 46º Presidente dos EUA na mídia, abre uma campanha em parceria com a rede Globo, que abertamente critica o magnata em suas coberturas internacionais, contra as “falsas notícias” em pleno ano eleitoral. O que está acontecendo?


O professor e filósofo Olavo de Carvalho soltou um vídeo pertinente sobre liberdade de expressão chamado “Censura Total”. Nele é argumentado, a partir da recente censura de páginas do MBL, que (1) FAKE NEWS serve para a situação americana, (2) a internet não possui tanta influência perante o establishment e que (3) a direita não está articulada para resistir porque não se preveniu durante o regime militar. Hoje a hegemonia de esquerda é nítida em todos os jornais de grande circulação, mas no Brasil a situação é mais grave por estar servido de oligopólio de imprensa, ou seja, quase ninguém de renome do mercado para contestar o que é noticiado. Ele tem razão.

Na antiga União Soviética, o maior jornal do país ousava se chamar “Pravda”, que em português significa “Verdade”. Obviamente a imprensa era totalmente regulada pelo Estado, assim como as informações que poderiam circular entre a população – afinal eles precisavam controlar o povo. Entretanto todos sabiam que estavam sendo enganados pelo governo, justamente o contrário para o Ocidente moderno: nós absorvemos tudo o que eles dizem.

A subversão cultural chegou em seu ápice no Brasil, as novas gerações falam abertamente sobre aborto e se retraem quando o assunto é castidade. Quem poderia imaginar que pedofilia seria abordado como doença e não um crime? Esses pequenos conceitos são martelados diariamente em nossas cabeças e, quando menos percebemos, repetimos, não só as notícias, por indução. O mais irônico é que muitos jornalistas e colunistas nem sabem que fazem parte de um braço revolucionário, eles apenas pressupõem conceitos e trabalham em cima deles – de fato a fonte da fake news.

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O pré-candidato a Presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, foi sabatinado no programa do Roda Viva. Fenômeno de um conservadorismo ameaçado tal como Trump, mesmo com muitas diferenças entre os dois, ele teve que aturar gafes profundas dos jornalistas das mais diversas organizações. É claro que a guerra ideológica levanta uma poeira cegante, todavia o “mito” falou verdades que absolutamente ninguém do recinto aceitou como (1) escravidão não era necessariamente por etnia, (2) o regime militar não foi uma ditadura de fato ou (3) é possível recuperar a economia abaixando a carga tributária. Esses e mais outros “conceitos fake” não estão na mente desses profissionais ao acaso, foram inseridos desde o ensino fundamental de cada um – sem contar que pode haver os mal intencionados sim.

Toda cautela se faz necessária, é preciso acimentar o chão dos pressupostos. Felizmente o cidadão moderno não gosta muito de receber notícias tendenciosas já que a parcialidade deve ser conduzida pelo espectador, mas se a sua base for manipulável ou similar à “fake news” não temos outra alternativa que a de ensinar o básico. Na minha caminhada com Sara Winter ouço bastante falácias sobre o feminismo, movimento que nunca se importou com as mulheres, ditas por gente supostamente bem informada sobre o assunto. É deprimente, porque esse tema é um extensão da ética sem moral difundida em todos os meios intelectuais do país, onde o certo é substituído pelo utilitarismo, o errado por opinião e o enérgico por “radicalismo” ou “discurso de ódio”.

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Por fim, os mesmos alicerces da antiga URSS são utilizados pela esquerda ocidental: o socialismo versão 2.0. A imprensa utilizará a máxima de Lênin para se safar, “chame-os do que você é, acuse-os do que vc faz”, vão influenciar as eleições nacionais de dentro para fora pela cultura e ninguém vai perceber. Fake News vai muito além de um erro dramático como a renúncia de Temer ou a propagação de boatos pela internet; o jornalismo de verdade, ético e justo, já morreu – e foi de tanto vomitar.

Lucas Muzitano