Epistemologia feminista: como a esquerda destrói a produção acadêmica

Epistemologia feminista: como a esquerda destrói a produção acadêmica

 

Imagine a possibilidade de afirmar absolutamente qualquer coisa a favor de suas causas nos seus trabalhos acadêmicos, agora coloque uma pitada de feminismo. O presente artigo talvez seja o primeiro a denunciar uma prática da esquerda em nossas universidades que compromete a qualidade do ensino superior.

O fenômeno se chama Epistemologia Feminista, que, na definição mais direta possível, consiste num conjunto de premissas autoexplicativas e inquestionáveis que serviriam de base para as teses acadêmicas mais mirabolantes. Todos os argumentos, portanto, teriam digitais marxistas promovidas pelo movimento feminista.

Exemplo: Se todo homem é um estuprador em potencial, bastaria misturar essa afirmação com alguns dados estatísticos para aumentar os números da criminalidade doméstica. E como os jornalistas amam manchetes marcantes, no dia seguinte descobriríamos que os homens se casam para oprimir as mulheres. (Já fazem isso sobre aborto).

Não é preciso enfatizar que essa artimanha seria usada majoritariamente nas ciências humanas, pois é uma área relativamente fácil de se turvar sem ser percebido pela simples omissão de fatos. Mas é preciso declarar que qualquer intelectual que possua o mínimo de ética não pode se utilizar dessa preguiça acadêmica em seus trabalhos, por mais insignificantes que sejam. Toda produção acadêmica deve ter isonomia, ou seja, abordar pelo menos as principais vertentes de um objeto de estudo sem ativismos.

O lado bom da epistemologia feminista é que isso revela a fragilidade das ciências sociais uma vez que se pode manipular produções de autores ou instituições influentes, reescrever a história e até mesmo religiões perante uma óptica explicitamente de esquerda – ao menos aprenderíamos a aniquilar tentativas como essa. O lado ruim é que será muito mais difícil fugir dessa ideologia que não só corrompe a nossa juventude, mas também a qualidade da academia. E de onde isso veio?

As repúblicas do continente americano, sobretudo a brasileira, foram fundadas por positivistas – e Karl Marx veio justamente dessa geração. Essa corrente tende a valorizar a experiência, abrindo espaço para desconfianças científicas que geralmente não são respondidas devido à urgência das conclusões pelas partes interessadas. Em outras palavras, o autor tem mais liberdade em afirmar o que aparentemente é óbvio, porém sem a investigação necessária ou qualquer respeito à margem de erro.

Basta um intelectual de má índole ou meramente um ativista para se utilizar do positivismo, manipulando as massas como bem entender. A epistemologia feminista faz exatamente isso, aproveitando que a maioria dos acadêmicos no Brasil são mulheres, sempre abusando da dialética para inserir premissas estúpidas do movimento.

A epistemologia feminista pode parecer inofensiva, entretanto nada que a esquerda articula é em vão. Fiquem atentos, talvez essa alternativa doutrinária funcione numa geração que não lê sequer 1 livro por ano e pretende adquirir educação de qualidade. E a formação para atuar no mercado de trabalho, cadê?

 

Lucas Muzitano