CONSEQUÊNCIAS DO MEU ABORTO

CONSEQUÊNCIAS DO MEU ABORTO

Em Julho de 2014 eu fiz um aborto, após terminar um relacionamento destrutivo, no desespero, incentivada por “amigas” feministas, que inclusive cometeram o crime de facilitação de aborto, quando em minha mão, entregaram 4 comprimidos abortivos e me instruíram como usar.

Algumas horas após fazer uso do medicamento, senti dores horríveis, contrações de parto. Queria gritar, mas não podia deixar ninguém ouvir, estava hospedada na casa de uma feminista, médica, que havia me fornecido o remédio abortivo. A mesma estava de plantão.

Fiquei horas sentada na privada, me arrependendo a cada segundo, pensando em pedir ajuda, se seria presa ou não. Eu chorava de dor no corpo e na alma, pedia perdão, não sabia como voltar atrás. Eu sabia que havia feito algo muito muito muito errado.

Eu via os pedaços de sangue saindo de dentro de mim, coágulos, líquidos e secreções. A dor era insuportável. Ao longo de horas, as dores pararam, bem como a saída dos restos fetais. Eu havia morrido por dentro.

DEz dias depois acordei com a barriga inchada, banhada em sangue, cheiro de podre vinha do meio das minhas pernas. Haviam me ensinado a fazer um aborto, mas sequer haviam me ensinado o que era “curetagem” (procedimento para limpar o útero dos restos do bebê, a fim de evitar futuras infecções).

Liguei para uma amiga feminista, para que viesse ao meu socorro e me levasse para um hospital. Se passaram horas, eu não conseguia levantar do colchão que ficava no chão, meus dedos estavam azuis, duros. Eu sabia que iria ou morrer ou ir pra cadeia, e sabia que eu merecia qualquer uma das opções pelo que havia feito.

Liguei para outras amigas feministas, mas ninguém veio me ajudar. Me mijei, me caguei, nenhuma delas veio ao meu socorro. Me largaram pra morrer.

Eu fui resgatada por um amigo. HOMEM e CRISTÃO. Que rapidamente me encaminhou para um hospital particular na parte nobre da zona oeste do Rio. Fiquei dias internadas, fiz a curetagem e acabei perdendo uma das trampas uterinas. Transfusão de sangue, semanas de antibióticos, e uma sentença: não poder gerar mais filhos.

Seis meses depois, Deus me concedeu um milagre: meu bebê lindo e precioso.

Hoje, ainda sonho com o aborto. Acordo gritando, sonho com pedaços de sangue saindo de mim, tento colocá-los de volta, mas eles não entram.

As vezes bate aquela dor pontiaguda no coração, um arrependimento que durará eternamente. Muitas mulheres cometem suicídio pós aborto, pois não conseguem lidar com a dor de assassinarem seu próprio bebê.

Eu decidi não virar estatística. Decidi fazer o trabalho contrário do Feminismo: através da minha experiência de dor, dou a vida a bebês que poderiam ser abortados. Passo dia e noite com gestantes no telefone, as convencendo e orientando a não abortar. Oferecendo todo tipo de ajuda e suporte.

Esse trabalho preenche a lacuna que ficou no meu coração após o aborto.

Todos os dias eu tento desfazer as merdas que o Feminismo faz.

Obrigada a todos que tem apoiado meu trabalho.